30/8 – Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla


 

Celebrado anualmente em 30 de agosto, o Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla foi instituído em 2006 pela Lei nº 11.303. A criação da data comemorativa é fruto de um intenso trabalho da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) para que fosse oficializado um momento de visibilidade nacional para a condição, seus pacientes e os desafios por eles enfrentados no dia a dia. 30/8 é o dia de nascimento de Ana Maria Levy, fundadora da ABEM.

 

A esclerose múltipla (EM) é uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Estima-se que 2,9 milhões de pessoas em todo o mundo vivam com a condição. No Brasil, afeta cerca de 40 mil indivíduos. A cada cinco minutos, alguém, em algum lugar do mundo, é diagnosticado com EM.

Trata-se de uma doença inflamatória crônica, de provável origem autoimune. Por motivos genéticos ou ambientais, o sistema imunológico começa a agredir a bainha de mielina – uma capa gordurosa que isola os nervos, recobrindo os neurônios do sistema nervoso central.

A perda da mielina afeta a maneira como os nervos conduzem os impulsos elétricos do e para o cérebro, provocando sintomas como visão turva, fraqueza nos membros, sensação de formigamento, instabilidade, problemas de memória e fadiga.

A característica mais importante da esclerose múltipla é o seu surgimento em surtos imprevisíveis.

No início, a inflamação é pouco destrutiva e, em poucos dias, a função retorna parcialmente. Após algum tempo, as lesões ficam mais intensas e o próprio cérebro perde as condições de se reorganizar e de mielinizar. Assim, a função é perdida definitivamente.

A maioria das pessoas é diagnosticada entre os 20 e os 40 anos de idade, numa fase ativa da vida pessoal e profissional, acometendo duas a três vezes mais mulheres do que homens.

Na fase inicial da esclerose múltipla os sintomas são transitórios, podem ocorrer a qualquer momento e duram aproximadamente uma semana. Tais características fazem com que o paciente não dê importância às primeiras manifestações da doença.

A pessoa pode passar dois ou três anos apresentando leves sintomas sensitivos, pequenas turvações da visão ou pequenas alterações no controle da urina sem dar importância a esses sinais, porque, depois de alguns dias eles desaparecem.

Com a evolução do quadro, aparecem sintomas sensitivos, motores e cerebelares de maior magnitude representados por fraqueza, entorpecimento ou formigamento nas pernas ou de um lado do corpo, visão dupla ou perda visual prolongada, desequilíbrio, tremor e descontrole dos esfíncteres.

 

A Esclerose Múltipla não é uma doença mental, não é contagiosa, não pode ser prevenida e, até o momento, não tem cura. Os tratamentos existentes têm como finalidade reduzir os sintomas e retardar a progressão da doença, permitindo mais qualidade de vida aos pacientes.

 

Entre os principais sinais da doença, destacam-se:

– Fadiga intensa;
– Fraqueza muscular;
– Depressão;
– Alterações no equilíbrio e coordenação motora;
– Dores articulares;
– Disfunções intestinais e urinárias.

 

Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento tem dois objetivos principais: abreviar a fase aguda e tentar aumentar o intervalo entre um surto e outro.

No primeiro caso, os corticosteroides são drogas úteis para reduzir a intensidade dos surtos. No segundo, imunossupressores e imunomoduladores ajudam a espaçar os episódios de recorrência e o impacto negativo que provocam na vida dos indivíduos afetados, já que é quase impossível eliminá-los com os tratamentos atuais.

 

Importante:

Com o tratamento correto, o paciente pode passar longos períodos sem surtos e ter uma rotina ativa e com qualidade de vida. Para isso, é essencial o diagnóstico rápido, pois quanto mais cedo começar o tratamento, melhor. Portanto, assim que notar os sintomas, é importante não ignorá-los somente porque eles desapareceram. O ideal é procurar um neurologista para investigar o problema.

 

Não existe uma estratégia consolidada para prevenir a EM. Contudo, existem fatores de risco modificáveis bem relacionados com o desenvolvimento da doença, como o tabagismo, o sedentarismo e a hipovitaminose D.

 

Recomendações:

– Embora não altere a evolução da doença, é importante manter a prática de exercícios físicos, pois eles podem fortalecer os ossos, melhorar o humor, ajudar no controle do peso e contra sintomas como a fadiga;

– Quando os movimentos estão comprometidos, a fisioterapia ajuda a reformular o ato motor, dando ênfase à contração dos músculos ainda preservados;

– O tratamento fisioterápico associado a determinados medicamentos ajuda também a reeducar o controle dos esfíncteres;

– Nas crises agudas da doença, é aconselhável que o paciente permaneça em repouso.

 

Fontes:

Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM)
Associação Paulista de Medicina (APM)
Associação Portuguesa de Mutualidades (APM)
Dr. Dráuzio Varella
Rede D’Or São Luiz
Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco

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