8/8 – Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol


 

Celebrado todos os anos em 8 de agosto, o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol é uma campanha de conscientização e prevenção acerca das doenças relacionadas aos altos níveis de gordura no sangue.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, no Brasil, 4 em cada 10 adultos têm o diagnóstico de colesterol alto e mais de ¼ das crianças brasileiras já apresentam níveis elevados de colesterol.

As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de mortes no mundo atualmente, inclusive aqui onde, a cada 90 segundos, uma pessoa morre por essa causa, totalizando 46 óbitos por hora, 400 mil óbitos por ano, o que representa cerca de 30% do total de óbitos anuais.

 

O colesterol é um tipo de gordura que faz parte da estrutura das células do cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Entre as funções essenciais, o colesterol constitui matéria-prima para a formação de hormônios, de vitamina D e de ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras da alimentação. No entanto, é preciso ingeri-lo de forma equilibrada para manter as taxas regulares.

Há dois tipos principais de colesterol: o HDL, considerado “colesterol bom”, e o LDL, também chamado de “colesterol ruim”. Quando em desequilíbrio no organismo, o colesterol torna-se fator de risco vascular aumentando a incidência de Acidente Vascular Cerebral (AVC), de morte súbita e doença coronariana.

Além do colesterol em níveis aumentados, o desenvolvimento dessas doenças está associado a diversos fatores de risco, tais como: obesidade, pressão alta, diabetes e tabagismo, cujo controle é facilitado com uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas.

 

Causas:

Fatores genéticos e alimentares são os responsáveis pelo excesso de colesterol. Depois de passar pela circulação sanguínea, a substância precisa ser removida novamente pelo fígado para formar a bile e, portanto, os níveis de colesterol no sangue dependem, principalmente, da capacidade do fígado em removê-lo e isso varia de pessoa para pessoa.

O colesterol dietético é encontrado em alimentos de origem animal. Os particularmente ricos em colesterol são a gema de ovo, vísceras (língua, fígado, coração, etc.) e os crustáceos e moluscos (camarão, lagosta, ostra, etc.). Está presente, ainda, nas carnes em geral, laticínios integrais e manteiga.

A alta ingestão de gorduras saturadas (presente nos alimentos de origem animal, óleo de dendê e de coco) e trans (gordura vegetal hidrogenada presente em alguns alimentos industrializados como biscoitos, sorvetes, salgadinhos de pacote), também faz com que o colesterol se eleve.

 

Ter o colesterol alto não apresenta sintomas e a única forma de diagnosticá-lo é dosando seus níveis no sangue. Quanto mais cedo o problema for descoberto, maior a chance de se detectar a tendência genética de produzir mais colesterol do que o necessário.

 

Fatores de risco:

– História familiar: a presença de níveis elevados de gorduras no sangue pode ter origem genética e ser herdada dos pais para os filhos. É a chamada hipercolesterolemia familiar, condição que raramente pode ser tratada apenas com mudanças no estilo de vida. Vários genes já foram associados a esta condição.

– Sedentarismo: a atividade física ajuda a “queimar” o colesterol ruim (LDL) e a aumentar o bom (HDL).

– Dieta inadequada: excesso de gorduras e carboidratos, somado à quantidade insuficiente de fibras e alimentos antioxidantes pode causar aumento do colesterol ruim. Uma vez diagnosticado, o tratamento deve ser imediatamente iniciado, com adoção de mudanças no estilo de vida e, se necessário, uso de medicamentos.

 

Prevenção:

A prevenção se faz através de um estilo de vida saudável, com consumo moderado de gorduras saturadas e atividade física regular. Porém, é preciso estar ciente de que, do colesterol sanguíneo existente no organismo, somente 15% vem da alimentação; o restante é produzido especialmente pelo fígado, e nesse caso, somente medicação consegue inibir sua produção e reduzir os valores no sangue. As melhores dietas reduzem somente 10% do colesterol sanguíneo.

Hábitos de vida saudáveis, ainda na infância e na adolescência, seriam a prevenção primordial. Após os 40 anos de idade, porém, se inicia o período de maior prevalência dos principais fatores de risco para a doença cardiovascular: o colesterol elevado, a hipertensão arterial e o diabetes, acrescidos pelo tabagismo, obesidade e sedentarismo; nas mulheres, a chegada da menopausa é também um fator de risco.

 

Para diminuir o colesterol ruim:

– Praticar exercícios físicos;
– Ter uma alimentação saudável;
– Consultar um médico para avaliação, pois pode ser necessário tomar medicamentos para normalizar os níveis de colesterol LDL.

Para aumentar o colesterol bom:

– Praticar exercícios físicos de alta intensidade;
– Aumentar o consumo de abacate, nozes, soja, aveia, frutas e legumes;
– Perder peso, se estiver acima do peso ideal, especialmente se tiver muita gordura abdominal.

 

Fontes:

Agência Brasil
Ministério da Saúde
Santa Casa de São Gabriel (RS)
Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Sociedade Brasileira de Diabetes

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